ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/01/2021
No período da modernidade apenas a lógica do homem branco europeu era considerada. Dessa forma, ao longo de toda a história ideias preconceituosas foram sendo criadas e perpetuadas ao longo dos anos. Consequentemente, a sociedade ficou marcada pela falta de consciência e pensamento em quem é diferente.
Nessa perspectiva, percebe-se que a ausência de preocupação com aqueles que não se encaixam no “normal” é algo inerente das comunidades humanas. Essa realidade, torna-se evidente quando se pensa na proporção de deficientes auditivos que existem no mundo para o número de pessoas que fala linguagem de sinais. A causa dessa discrepância é o fato de que poucas pessoas buscam conhecer sobre o assunto, já que, não enfrentam e nem convivem com alguem que passa por essa dificuldade. Dessa forma, os surdos são extremamente prejudicados porque não encontram pessoas capacitadas para ensina-los. Sendo assim, não faria sentido conscientizar a população acerca desse tópico?
Seguindo esta linha de racíocinio, fica claro que haveria uma conscientização se as entidades governamentais agissem de forma mais efetiva. No entanto, politícas públicas para uma maior inserção dos surdos no sistema educacional ainda são escassas. O grande motivo para essa situação é que dentro da lógica capitalista é necessário haver lucro. Como muitas pessoas com condições auditivas prejudicadas não entram no mercado de trabalho, o “investimento” não gera retorno já que elas não funcionam como mão de obra.
Portanto, a fim de permitir uma melhor educação para os surdos é preciso criar o projeto “Juntos pela comunicação”. Os governos federais em parceria com instituições ligadas a deficiência auditiva realizariam eventos em escolas e empresas para conscientizar e iniciar as pessoas ao aprendizado de Libras. Dessa maneira, a sensibilidade com a questão da surdez aumentará e surdos serão cada vez mais incluídos.