ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 16/01/2021

O artigo 6º da Constituição Federal Brasileira garante o direito à educação para todos os indivíduos. Porém, a formação educacional de surtos enfrenta diversos desafios no país. Tal processo resulta de forma inquestionável na negligência do Estado em acolher e garantir esse direito aos surdos. Assim, entre os fatores que aprofundam a gravidade desse fenômeno, pode-se destacar a falta de diretrizes inclusivas praticadas no meio acadêmico e a desesperança desses cidadãos em ter um futuro promissor.

Em primeiro lugar, a falta de medidas didáticas voltadas para alunos surdos gera implicações para a formação educacional deles. Esse cenário advém do fato de que as medidas previstas pela lei nº 13146 de 2015, que garante os direitos das pessoas com deficiência, não são colocadas em prática. Consequentemente a isso, o deficiente audutivo é posto às margens da sociedade no lugar de cidadão de papal, termo escolhido pelo jornalista brasileiro Gilberto Dimensteinpara categorizar o indivíduo que tem seus direitos perante à lei, mas eles não são efetivados. Da mesma maneira os surdos não tem acesso à educação de qualidade mesmo tendo esse direito.

Em segundo lugar, a descrença em ter uma carreira de sucesso impede a plena formação escolar dos surdos no Brasil. Isso ocorre em virtude do pouco incentivo que os deficientes auditivos recebem da sociedade e até de sua família. Com base nisso e somado ao preconceito apresentado pelas contratantes, as pessoas com essa deficiência sentem-se incapazes e menosprezados, o que as leva à evasão escolar. Exemplo claro dessa realidade é o declínio do número de matrículas de surdos na educação básica, que segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) foi de aproximadamente 27% entre 2012 e 2016.

Diante do exposto é necessário reconhecer que a negligência do Estado é a origem dos desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Para solucionar essa questão faz-se essencial que o Governo federal crie um programa nacional de difusão da Libras desde a educação básica até o ensino superior, de instituições públicas e privadas, por meio de um projeto de lei a ser votado no congresso com a finalidadede integrar a língua brasileira de sinais no cotidiano de todos os brasileiros. Somente assim, todos terão acesso à educação digna e de qualidade.