ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/02/2021
No Brasil contemporâneo, a formação dos surdos ainda é vista como um desafio para os sistemas educativos. Isso se deve, dentre tudo, a falta de políticas públicas capazes de promover a inclusão educacional e ao preconceito enfrentado por eles nessas instituições, o que gera desestímulo à aprendizagem. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Decerto, a lei nº 13,146 de 2015 foi um marco para os direitos dos surdos no Brasil, no entanto, as políticas públicas que fomentam a inclusão deles nos centros educacionais, até ao presente, são insuficientes. Haja vista, a carência de materiais didáticos direcionados a este público restringe o acesso deles ao conteúdo escolar. Tal como, o fato da língua brasileira de sinais (libras), a segunda língua oficial do Brasil, ainda ser pouco difundida no pais, dificultando a interação do aluno com os professores e os colegas de classe, assim, fazendo com que o caminho para a formação educacional seja tortuoso e solitário. Logo, medidas que facilitem a inserção desses indivíduos nas atividades pedagógicas e por conseguinte na sociedade são indispensáveis.
Ademais, é imprescindível destacar que o bullying e a exclusão são realidades presentes no desenvolvimento escolar da vida de muitas crianças e adolescentes e isso pode ser mais expressivo com jovens que possuam alguma diferença ou deficiência. Da mesma forma, pessoas com deficiência auditiva ou surdez estão sujeitas a discriminações e aos males por elas causadas, como o desestímulo à aprendizagem e até a evasão escolar. Segundo o professor de psicologia comportamental, Dan Ariely, nenhuma sociedade possui propensão natural a algo, tudo depende dos estímulos. De modo semelhante, a sociedade brasileira não possui propensão natural à inclusão de indivíduos especiais tão pouco à exclusão, assim como a perpetuação desse preconceito, precisando de estímulos para fazer algo. Dessa forma, é essencial que a educação assuma a função do estímulo necessário para que haja inclusão.
Torna-se essencial, portanto, a tomada de atitudes que mitiguem os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil. Destarte, é papel do Ministério da Educação (MEC), desenvolver medidas que possibilitem a inclusão de surdos no sistema educacional, por meio da capacitação dos docentes para ensino de pessoas com surdez, da inclusão de libras na grade comum e da distribuição de materiais didáticos adequados as necessidades especiais, no intuito de garantir a formação acadêmica dos alunos, ao integra-los em todas as atividades pedagógicas e buscar desenvolver seus potenciais. Bem como, o MEC e as escolas, devem realizar ações educativas, mediante palestras e divulgação midiática, a fim de incentivar e instruir sobre acolhimento, integração e empatia.