ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 05/03/2021

No filme “Nada que eu ouça” é narrada à trajetória de um pai ouvinte e uma mãe surda que disputam pela guarda de um menino com deficiência auditiva, o filme trás os desafios que uma pessoa portadora da surdez tem no seu cotidiano. Embora, seja uma ficção, percebe-se que o mesmo cenário preocupante acontece na sociedade Brasileira. Por isso é essencial analisar a falta de políticas publicas a respeito de tal temática e a negligencia do ensino de Libras na maioria das escolas.

Em principio, é necessário observar a falta de políticas publicas voltada para a inclusão social desses indivíduos, como por exemplo, materiais didáticos em Libras, que faz uso da Linguagem de Sinais.  Essa falta de investimento na área educacional leva a grandes desafios na aprendizagem de uma pessoa surda, o que consequentemente faz com que muitos alunos com deficiência desistam da escola.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população surda no Brasil é constituída por mais de nove milhões de pessoas e grande parte dessa comunidade não terminou os estudos, pois a maioria das escolas não tem Interpretes de Libras, o que favorece a exclusão social, já que o mesmo não consegue inserir-se na sociedade e nem termina o Ensino básico, diminuindo assim, a taxa de empregabilidade (possibilidade de conseguir emprego), gerando conseqüentemente um aumento na desigualdade social.

Portanto, conclui-se que os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil é um panorama preocupante que precisa ser mudado. A fim disso, o Ministério da Educação deve inserir uma grade curricular para Libras (Língua Brasileira de Sinais), desde o ensino fundamental e estabelecer uma lei, onde seja obrigatório dentro das faculdades o curso da Língua de Sinais, para que futuramente tenham-se mais profissionais da área da educação aptos para lidar e aplicar o ensino de Libras nas escolas e que esatabelecida uma verba específica para financiar essa nova grade, como por exemplo, realizar a compra dos materiais didáticos voltados à comunidade surda através dessa verba. Visando assim a melhoria na formação educacional dos surdos e inclusão social dos mesmos nos âmbitos escolares.