ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 28/03/2021
Durante a Antiguidade, houveram certas divergências a respeito dos surdos. Enquanto na Grécia Aristóteles ensinava que, por não terem linguagem, os surdos seriam incapazes de raciocinar, no Egito, os mesmos eram adorados como deuses e acreditavam que eles faziam a mediação entre os deuses e os Faraós. No Brasil atual, segundo o IBGE, cerca de 5% da sociedade é constituída por surdos, e dentro desse número, a quantidade de pessoas que têm acesso a educação de qualidade é praticamente inexistente.
Apesar de constar no artigo 5º da Constituição Federal que todos são iguais perante a lei, sem a distinção de qualquer natureza, a realidade no Brasil é outra. De 10 milhões de surdos que residem no país, até 2016, haviam apenas 21.987 estudantes surdos matriculados na rede de educação básica, segundo o Censo Escolar daquele ano. Esse baixo número se dá devido à escassa demanda de profissionais qualificados, que, além de auxiliar os alunos surdos, também possa instruir os alunos com audição saudável a se comunicarem em Libras, para que os alunos surdos sintam-se ainda mais acolhidos. Dessa forma, fica evidente como a falta de investimento no preparo de profissionais especializados na Língua Brasileira de Sinais é um problema ainda a ser combatido.
Portanto, em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente que a formação educacional de surdos é um problema no Brasil, dado o baixo número de pessoas preparadas para lidarem com tal situação. Nesse prisma, cabe ao Ministério da Educação, investir na qualificação de professores, através de cursos de Libras, para que assim, os mesmos consigam reaplicar os conhecimentos adquiridos nesses cursos, em sala de aula, fazendo com que alunos surdos consigam participar das aulas e alunos não-surdos aprendam a Língua também, para se comunicar e integrar os colegas com a deficiência.