ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/04/2021
´´Ostracismo´´ foi uma penalização na Grécia Antiga, atribuída aos políticos e outros indivíduos que perturbavam a ordem das cidades, assim esses eram relegados ao exílio. Evoca atenção, os votos que os próprios cidadãos faziam para destinar os ´´desviantes´´ ao isolamento, uma medida manejada para permitir a paz citadina. Respeitante a esse intervalo histórico, a formação dos surdos é flagelada por um novo ´´ostracismo´´ na educação brasileira, a exclusão social, a qual é oportunizada pela inaptidão das instituições e pela criação de normas falsas de comunicação com os deficientes auditivos.
A princípio, as fragilidades institucionais, a começar pela formação docente e pelos materiais didáticos, são obstáculos para educação dos surdos. Tal acepção orquestra com a filosofia de Zygmunt Bauman, no estudo sobre as ´´Instituições Zumbis´´, as quais existem, mas são inaptas de exercerem suas funções. Analogamente, a essência cadavérica das escolas brasileiras, ou seja, a disfunção em agir conforme as carências estudantis equipara o ensino dos surdos a uma formação ineficiente. Sobre isso, a incorporação parcial do ensino de libras nas escolas, somada a materiais pouco informativos, caracteriza a fragilidade das instituições em formar os alunos que não gozam da plenitude auditiva. Por consequência, a marginalização socioeducativa persiste e articula o progresso desigual dos alunos. Outrossim, a gerência de atitudes desconectadas com a realidade do deficiente auditivo gera o impasse. Essa verdade dialoga com a personalidade da música clássica, Ludwig Van Beethoven, que apesar das limitações auditivas, possuía destaque nas orquestras e se comunicava harmonicamente com outros músicos. Nesse peculiar, a presença de filosofias erroneamente atribuídas aos surdos, na maioria associadas a linguagem, evidencia a ignorância de frações da população brasileira. Em vista disso, a vigência de uma comunicação cheia de imitações e simbologias, ou seja, uma tentativa do outro falante em dialogar com o surdo, evidencia o desconhecimento comunitário sobre a linguagem de sinais. Desse modo, a conversa não se estabelece e mais vítimas são relegadas ao isolamento.
Portanto, compete aos agentes sociais harmonizar a formação educacional dos surdos no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deve publicitar novos intérpretes nas escolas, com acesso a aulas online, publicadas por professores conhecedores da linguagem de sinais, por intermédio da mídia, posto que revitalizará a função das instituições, com fins de permitir a progresso igualitário dos alunos. Em eminência às prefeituras locais, propõe-se a projeção de telões holográficos nas universidades, com o auxílio de instruções sobre a comunicação por sinais, mediante verbas estatais, pois facilitará o diálogo entre os indivíduos, a fim de harmonizar a educação. Somente assim, os surdos sairão de seus ´´Ostracismos´´ sociais e usurparão seus direitos no país.