ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/04/2021

Na visão do escritor Thomas Moore, existe uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, este corpo social não condiz com a realidade brasileira, haja vista que, surdos encontram dificuldades para sua formação educacional. Esses entraves por certo se dá pelo preconceito da população e a carência de investimentos governamentais nas escolas para receber tais alunos.

Diante desse cenário, pode-se destacar o bullying sofrido pelos surdos como fator que corrobora para os desafios de sua formação. Segundo filósofo Pierre Bourdieu, violência simbólica é toda forma de privação e opressão moral ou psicológica. Hordienamente, nota-se essa violência no preconceito sofrido pelos surdos, uma vez que, parte da população limitam e duvidam da inteligência e aptidão destes deficientes em ambiente escolar. Inegavelmente, essa violação moral favorece para o baixo indice de estudantes com problemas auditivos matriculados nas instituições de ensino nacional, como mostra pesquisa feita pelo Ministério da Educação, “o Brasil tem apenas 21.987 de estudantes surdos em suas escolas”.

Outrossim, vale ressaltar a insuficiência de investimentos destinados à educação de surdos por parte do governo. Como por exemplo, a falta de verba direcionada à formação de professores em libras e ampliação de escolas especiais para essa parcela da sociedade. De acordo com dados do Inep, em 2016, o Brasil contava apenas com apenas 5 mil escolas adaptadas para formação destes deficientes. Ou seja, o número de instituições com a estrutura necessária e profissionais preparados para receber é gerar as condições agradáveis de ensino para os surdos é muito baixo, o que mostra a negligência do Estado quanto a formação educacional dessas pessoas com problemas auditivos.

Destarte, fica claro que os surdos enfrentam muitos desafios para sua formação educacional no Brasil, por isso este assunto tem quem ser discutido com mais atenção. Portanto, cabe ao governo a criação de campanhas e palestras educativas, que devem ser ministradas por psicólogos em ambientes públicos, com intuito de conscientizar a população dos prejuízos ocasionados do preconceito sofridos pelos deficientes auditivos. Ademais, é dever do Estado, ampliar o números de escolas com a infraestrutura necessária e profissionais de ensino formados em libras. Isso deve ser feito por intermédio de investimentos e parcerias com construtoras para melhorar as escolas já existentes  e construir novas redes de ensino adaptadas para os surdos no Brasil. Dessa maneira, suavizando os desafios para formação educacional de tal parcela social e colocando em prática o pensamento de Thomas Moore.