ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 12/04/2021

De acordo com a filósofa Simone Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse contexto, é importante pontuar com a fala, a naturalização atual da falta de acesso à educação dos surdos no Brasil. É imprescindível que a linguagem desse grupo seja de uso universal, para que, dessa forma, a acessibilidade possa ser intensamente ampliada, e o sistema educacional tornar-se propriedade e direito de todos.

Em primeiro lugar, é válido evidenciar que a Constituição Federal assegura o conhecimento de qualidade a todos os deficientes do Brasil, entretanto, na prática, isso não acontece. Uma pesquisa feita pelo INEP mostrou redução no número de surdos matriculados na educação básica; a razão para esse dado possivelmente é a dificuldade de comunicação dos alunos, visto que a libras (linguagem dos surdos) não está inserida na grade das instituições escolares. Como consequência, estudantes que possuem a deficiência são negligenciados pelo Estado, e também pela população.

Ademais, a inclusão naturalmente resulta, que esses cidadãos sejam prejudicados dentro do mercado de trabalho, por não possuírem diploma de ensino fundamental e/ou ensino médio. É de extrema necessidade, que desde a infância esses indivíduos recebam os direitos e atendimentos necessários, mas também que a sociedade possua suporte suficiente para dar o devido apoio. Confirma o filósofo Thomas Hobbes: “É dever do Estado garantir saúde, bem estar social e qualidade de vida para a nação.”

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação deve se responsabilizar pela política nacional da mesma, através de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Nele, deve constar que, a libras seja linguagem universal em todas as instituições educacionais. Espera-se com essa medida, que possa ser freado os desafios para a formação acadêmica de surdos no Brasil.