ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/05/2021

Dentre inúmeros filósofos que abordaram a educação em suas respectivas obras, Epicteto destacou-se ao apontá-la como via única para a libertação. Contudo, a despeito de seu inestimável valor social, a eduação de excelência ainda configura-se como de difiícil acesso para parcela siginificativa da população brasileira, sendo a comunidade surda exemplo claro desse fato. De modo geral, no que tange às dificuldades enfrentadas por tal grupo, o sucateamento sistemático da rede pública de ensino é um dos principais dificultadores ao acesso à educação de qualidade, cenário que traz consigo consequências que ultrapassam o âmbito individual, prejudicando, também, o desenvolvimento do páis como um todo.

Primeiramente, é preciso analisar o impacto do desmonte sofrido pela educação pública brasileira nos últimos anos sobre a vida da pessoa com deficiência, sobretudo, surda. Com a diminuição gradativa da verba direcionada às instituições de ensino, há a diminuição de recursos, materiais e humanos, disponíveis ao estudante, como, por exemplo, facilitadores à acessibilidade do ambiente escolar. Sendo o aluno não ouvinte dependente de tais recursos, podendo ser citado o intérprete de LIBRAS como ilustração de tal necessidade, sua formação, então, é diretamente prejudicada.

Esse cenário em questão, como consequência, traz um atraso ao crescimento socioeconômico da nação de modo geral. Como pontuado por Kant, é no problema da educação que mora o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade, o que sugere que o desenvolvimento de uma sociedade está intimamente relacionado ao seu ensino. A partir de tal póstulo, é possível aproximar o difícil acesso à educação de excelência encontrado pelo surdo e, também, por outras camadas sociais à stuação na qual o Brasil se encontra, de pobreza crescente e atraso tecnológico e científco.

Analisadas tais questões, é visível como urge a maior acessibilização das escolas às pessoas portadoras de deficiências, estando a comunidade surda incluída. Cabe, portanto, ao Poder Executivo Federal a priorização da rede pública de ensino e de seu funcionamento pleno no momento de planejamento financeiro o mais breve possível, visto a notável função social da educação . Com verbas suficientes para a garantia da legislação já estabelecida, será possível que a educação pública torne-se, de fato, democrática a todos os nichos da população. Dessa forma, a comunidade brasileira poderá, enfim, caminhar rumo ao crescimento, como previu Kant, e à libertação, de acordo com Epicteto.