ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”,o realista Machado de Assis expõe, por meio da repulsa  personagem principal em relação a deficiência física (ela era “coxa”), a maneira como a sociedade brasileira trata os deficientes. Entretanto, mesmo com os avanços dos direitos dessa população a situação da exclusão e do preconceito permanece e se reflete nas precárias condições que se encontra a educação fornecida aos surdos. Nesse contexto, fica evidente que alguns desafios são encontrados na formação educacional dos surdos, entre eles, a ausência de políticas públicas e a falta de investimento estatal.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a quase inexistência de políticas públicas presentes na questão é uma enorme contribuinte. Abraham Lincoln, grande personagem na política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não contrário. Nessa perspectiva, percebe-se que o governo brasileiro não segue o pensamento de Lincoln, seja com planos, metas e ações que desenvolvam a melhor formação educacional dos surdos no Brasil, embora a constituição federal, carta Magna de 1988, assegura o direito à educação a todo cidadão. Logo, é necessário que as políticas públicas sejam mais eficientes em relação à formação educacional dessa parcela da população.

Além disso, cabe enfatizar que a falta de investimento estatal acaba moldando os alicerces para tal conjuntura. O Educador Paulo Freire enfoca que a educação sozinha não transforma ninguém e, sem ela, tampouco a sociedade muda. Nessa linha de pensamento, fica claro que a falta de investimento na educação e, principalmente, a educação dos surdos por parte do estado brasileiro é um forte empecilho. Ademais a esse fato, no ano de 2019 o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, anuncia cortes na educação, dessa vez, 18% dos investimentos, esse fato só mostra que a ausência do governo brasileiro na formação educacional dos deficientes é quase nula.

Portanto, diante do exposto, e tendo em vista os desafios para a formação educacional dos surtos, torna-se dever do Ministério da Educação, em parceria com o poder público, promover um projeto chamado “mais educação inclusiva”, por meio de uma emenda entregue à câmara dos deputados O projeto deve contar com uma garantia do direito à educação para a população surda, com os investimentos de professores que dominam a linguagem da libra, segunda língua oficial do Brasil, como também a implantação dessa matéria na grade curricular de todas as escolas do país, com o objetivo de melhorar a formação educacional dos deficientes auditivos e, consequentemente, cumprir com pensamento defendido pelo educador, Freire.