ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 10/07/2021

O artigo 205 da Constituição Federal garante a educação como direito de todos os cidadões e dever do Estado em oferece-lá. No entanto, no que tange os surdos, no Brasil, a juridição, lamentavelmente, não ocorre de forma satisfátoria. Tal fato é reflexo de um despreparo estatal no ensino para a minoria social afetando o processo de socialização na escola. Com isso, graves consequências podem ser criadas.

Em primeira análise, vale destacar que, infelizmente, o país não consegue democratizar a educação para a população surda. Isso é, há um despreparo para o ensino dessa minoria social. Sob esse prisma, vale evidenciar que, muitas vezes, os docentes não dominam a língua brasileira de sinais (libras) - alunos, frequentemente, também não possuem fluência no idioma,  esse que de acordo com o site G1, é oficial- o que dificulta, ainda mais, o processo. Nessa perspectiva, para o sociólogo Pierre Bordieu, na escola há a socialização secundária. Essa consiste na formação dos indivíduos, sendo, em alguns casos, o contato mais forte de uma relação, sem ser a própria família. Sob essa óptica, os desafios para o ensino vai de encontro com o artigo 205. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação - MEC- atenuar o dilema.

Outrossim, os desafios educacionais dos surdos podem trazer graves consequências. Nesse prisma, para o educador, Paulo Freire, a educação deve ser libertadora e deve visar garantir o bem-estar do cidadão. Porém, o Brasil, não consegue efetivar tal acontecimento fazendo com que pessoas com problemas de audição sejam excluídos do processo de ensino indo contra o artigo 6 da Constituição que coloca a educação como um direito social inerente a qualquer cidadão, ou seja, nesse aspecto, há uma desigualdade enorme que prejudica várias famílias. Dessa forma, o Estado deve amenizar o problema.

Destarte, é fundamental é garantir o ensino para os surdos. Para isso, o Mec- uma vez que a sua função é administrar a educação- deve atuar na criação de cursos de libras para alunos e professores. Ele atuaria por meio da criação da disciplina nas escolas como língua estrangeira e oferecimento para professores os quais já são formados aulas que visem facilitar a comunicação com os estudantes. Com a finalidade de diminuir os desafios educacionais no que tange a população surda. Uma outra medida, seria a obrigatoriedade de libras nos cursos de licenciatura - assim novos professores saíram com o domínio desde da faculdade.