ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 31/07/2021

Mesmo estando no século XXI, a acessibilidade para a população portadora de deficiência auditiva é restrita, dificultando a inclusão dos surdos. Até e, principalmente, no âmbito acadêmico. Como por exemplo, a necessidade da linguagem de sinais para se comunicarem. Porém, por serem minoria, não têm a devida atenção dos governantes. Isso pode ser visto pelas dificuldades de acesso à educação.

Em princípio, as universidades federais possuem cota para pessoas surdas ingressarem, mas não profissionais que ensinem em libras. E, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todos têm o direito à educação. Entretanto, ter uma vaga em uma instituição não é suficiente para garantir sua educação. Isso na verdade traz a falsa sensação de inclusão, quando realmente não há.

Em segunda análise, para chegar até a universidade é preciso passar pelo ensino básico. Contudo, não é toda cidade brasileira que possui escolas especializadas ou instituições de ensino dispostos a ter intérpretes de libras. Todavia, o ensino público deveria ter a acessibilidade de forma completa a esses estudantes já que, na Constituição Federal diz que isso deve ser garantido pelo poder público.

Portanto, cabe ao Governo aumentar as oportunidades de ensino para os portadores de deficiência auditiva. Isso pode ser realizado por meio de mais construções de escolas especializadas como também aumentar a verba para que as universidades federais e instituições escolares públicas possam capacitar seus profissionais ou contratar intérpretes de libras. Também tornar tais ações obrigatórias por meio de diretrizes regulamentadoras. Assim, os surdos realmente estarão incluidos e terão a mesma oportunidade que os demais alunos.