ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 02/09/2021
De acordo com o 1º Artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos são livres e iguais em dignidade e em direitos”. Entretanto, mesmo que a legislação da ONU, Organização das Nações Unidas, seja dotada de razão e inclusão, muitos cidadãos brasileiros surdos ainda sofrem dificuldades no âmbito da aprendizagem escolar, o que denota o desafio para a formação educacional dessas pessoas no Brasil. Muitos fatores contribuem para a ocorrência desta triste realidade, dentre eles, vale ressaltar a falta de investimentos no setor pedagógico associada ao estigma generalizado da população em relação aos deficientes.
A princípio, é oportuno comentar a precariedade relacionada à carência de investimentos na educação brasileira e suas respectivas consequências. De acordo com Nelson Mandela, renomado pacifista e político sul-africano, a educação é o mais importante pilar para sustentar uma sociedade funcional, o que explicita como a indiferença a esse setor pode ser prejudicial. Dessa forma, é notório como a fragilidade do ramo educacional brasileiro é determinante para uma baixa qualidade de ensino aos surdos, o que influencia, por conseguinte, na marginalização dessas pessoas.
Em segundo lugar, é valido frisar o preconceito enraizado na comunidade relacionado às pessoas que têm problema auditivo ou outras condições físicas limitantes. Como exemplo, cabe ressaltar o cenário histórico da Grécia Antiga, em que os cidadãos com alguma debilidade corporal, especialmente em Esparta, grande cidade-estado da época, eram sacrificados enquanto crianças, para que a raça dos guerreiros espartanos continuasse “perfeita”. Desse modo, nota-se como influências de tempos longínquos, mesmo que pertencentes à outra civilização, moldam o comportamento contemporâneo, uma vez que o antigo mundo grego foi o berço da forma de pensamento ocidental.
Destarte, em vista dos fatos supracitados, urge a necessidade do governo, por meio de uma parceria com instituições de ensino privadas, criar um programa que vise aprimorar o conhecimento dos professores, especificamente aqueles que atuam no ensino fundamental, em relação à técnicas de ensinamento para deficientes auditivos, a fim de que essas pessoas possam estudar de forma otimizada desde a mais tenra idade. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de uma associação com ONGs, Organizações Não Governamentais, elaborar um projeto, em especial nas redes sociais, que ensine, mesmo que superficialmente, as pessoas a se comunicarem utilizando o sistema linguístico das libras, com o intuito de que ideais, como aqueles expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, sejam realmente evidenciados de forma significativa.