ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 17/09/2021

É indubitável que a Constituição Federal de 1988 visa garantir a integridade de todos os cidadãos. Contudo, apresenta uma exuberante insuficiência legislativa no que tange a formação educacional de deficientes auditivos. Isso ocorre devido à falta de inclusão e ao silenciamento perante a exclusão destes indivíduos nas instituições de ensino.

Em primeira instância, analisa-se a dificuldade dos surdos em socializar com colegas cujo não possuem informações adequadas a respeito. De acordo com Clarice Lispector, não basta apenas existir, é preciso também pertencer. À vista disso, entende-se que a precariedade em estabelecer relações interpessoais com ouvintes interfere drasticamente na evasão escolar. Visto que, o ambiente se torna desconfortável e desafiador para aqueles que não se sentem inclusos.

Paralelamente ao impasse com a exclusão, observa-se a falta de debate sobre o tópico e, consequentemente, a melhor preparação dos docentes. Segundo Djamila Ribeiro, é preciso retirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam formuladas. Portanto, a escassez de profissionais instruídos corretamente para atender surdos é ocasionada pelo descaso do corpo social em exigir melhorias para os órgãos governamentais.

Mediante o exposto, é notório que para que os deficientes auditivos tenham acesso a educação inclusiva medidas devem ser tomadas. Sendo assim, o Ministério da Educação tem o encargo de promover e divulgar cursos de libras gratuitos por meio dos meios de comunicação do governo visando aprimorar a participação social com alunos e professores ouvintes. Para que dessa forma, os desafios da escolaridade para surdos seja solucionado e estes cidadãos tenham uma vida digna conforme previsto na Constituição Brasileira.