ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/10/2021

Após a publicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos na metade do século XX, fica previsto que todos os estados devem garantir a dignidade e a qualidade de vida de sua nação. Porém, em contraste com a realidade brasileira, torna-se evidente a fuga dos princípios, já que são inúmeros os desafios enfrentados na formação dos surdos no país, dados como pré-requisitos condições tim e de capacitação das instiruições para acolhê-los e a evidente falta de políticas públicas mais efetivas que incluam e garantam de fato esse direito, a educação para todos.

A princípio, é válido destacar que são poucas as instituições do país que estão de fato preparadas para receber esses alunos com necessidades específicas. Diante disso, fica claro que grande parcela da rede educacional do Brasil não está apta para proporcionar o aprendizado e o máximo desenvolvimento educacional para esses alunos, isto é, um sistema que conte com a plena capacitação dos profissionais responsáveis ​​por essa inserção nas atividades da escola, a faltar primeiro pelo mais necessário, o canal de comunicação, neste caso, a Língua Brasileira de Sinais - Libras. Nesse sentido, esse quadro de descaso remonta bem o argumento do pensador Paulo Freire, ao afirmar que - geralmente - a escola por não poder incluir o aluno, o abandona.

Além disso, faz-se de relevante importância o debate sobre omissão do estado neste caso. Sob essa perspectiva, torna-se claro a inoperância da máquina pública para conter tal negligência, que mesmo diante do cenário tão preocupante, quando é oferecido algum tipo de serviço, são quase que ineficientes, contribuindo diretamente para uma potencialização desse mal e a exposição desses indivíduos às demais feridas da sociedade, principalmente ao preconceito e a marginalização social. Diante do exposto, esse cenário só reforça a teoria das Instituições Zumbi do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que descreve a máquina pública como presente na sociedade, porém não cumpre o seu papel de garantir a dignidade e o bem-estar de sua nação.

Infere-se, portanto, que são necessárias para garantir a formação educacional dos surdos no Brasil. Cabe, então, ao Ministério da Educação em parceria com alguns cursos da área da educação, como a pedagogia, que por meio de cursos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e pela capacitação dos profissionais da rede nacional de educação, garantir e ratificar o desenvolvimento e a inclusão dos alunos surdos na escola, para logo mais tarde integrar no vasto tecido da sociedade. Só assim, o país desfrutará daqueles princípios sonhados para aquele cenário de pós-guerra.