ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 17/10/2021

A socióloga Hannah Arendt defendia que a pluralidade seria a lei da terra, algo extremamente importante para a identidade humana. Entretanto, as diferenças existentes entre os cidadãos brasileiros tem sido constantemente ignoradas, fato que se confirma no atual cenário de dificuldade na formação educacional de surdos. Nesse sentido, evidencia-se o descaso governamental para com a temática, assim como o pobre reconhecimento midiático.

Sendo assim, em primeira análise, o desinteresse dos dirigentes nacionais é uma questão que assola o problema. Segundo a pensadora Marilena Chaui, “a apatia social é, pois, uma forma de fazer política”. Semelhantemente, a apatia dos administradores da nação na tomada de atitudes que atenuariam a situação é fator potencializador na falta de acessibilidade a educação para deficientes auditivos, podendo acarretar em formação escolar precária, tornando a busca futura por espaço no âmbito trabalhista um desafio.

Ademais, a baixa visibilidade dada ao assunto pelos veículos de informação é um entrave no estado. Conforme a poeta Rupi Kaur, “a representatividade é vital”. Todavia, a pauta ou representação geral da temática que engloba os surdos é rara ou inexistente, sendo que sua lacuna é fator imperial para a agravância do preconceito e exclusão social sofrida por pessoas com necessidades especiais, ocasionando o isolamento e baixa autoestima dos mesmos.

Portanto, indubitavelmente, ações são necessárias para a resolução da problemática. Logo, cabe ao Governo Federal promover o ensino de Libras aos corpos docentes, assim como aos alunos, de forma ampla. Tal ação aconteceria gradativamente, por meio da contratação de profissionais fluentes na segunda língua oficial brasileira que seriam instituidos nos locais acadêmicos com intuito de democratizar a aprendizagem da comunicação. Por conseguinte, a ação poderia, ainda, contar com matérias virtuais feitas pela grande mídia sobre a inclusividade de deficientes na sociedade. Dessa forma o alcance ao estudo será comum a surdos, e o Brasil estará em concordância com o ideal de Hannah Arendt.