ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/10/2021
Na série “Merli”, um professor de filosofia do ensino médio enfrenta desafios para lecionar, um deles é dificuldade de adaptar métodos de ensino para alunos com necessidades diferentes. Fora da ficcção, a realidade não é diferente, um exemplo disso é educação da comunidade surda, visto que uma pessoa com essa deficiência têm demandas diferentes de um sujeito não surdo. Desse modo, surgem desafios para a formação educacional dessa população no Brasil, seja devido a necessidade de metodologias de ensino que se aproximam da realidade desse educando ou seja pelas limitações financeiras.
Deve-se pontuar, de início, que o processo pedagógico deve estar alinhado com o contexto social que o educando está inserido. Haja vista que, Paulo Freire, a conforme a alfabetização deve ser realizada com base em exemplificações do cotidiano do aluno. Isto é, um sujeito com surdez não percebe o mundo predominantemente pela audição, nesse sentido, é incoerente no processo de formação educacional dessa comunidade a utilização de ferramentas e exemplos que privilegiem o sentido da audição, como exemplo, uso de cantigas educativas. Nesse aspecto, emerge o óbice: o desafio de formular métodos de ensino específicos para essa minoria social.
Além disso, deve-se pontuar que a limitação econômica é um empecilho para investimentos em uma boa educação desse grupo social no Brasil. Pois, segundo Karl Marx, os homens entram em relações de produção que limitam suas ações. Ou seja, a falta de capital, recursos financeiros, é um fator derminante para atingir um objetivo determinado. Assim, a falta de investimentos na educação brasileira é um desafio para resolução do entrave, pois não há como pensar em metodologias inclusivas se não existir recursos para condições básicas, como capacitação de profissionais, ensino de LIBRAS e outras necessidades para o ensino dessa categoria.
Portanto, medidas urgentes devem ser tomadas para resolver esses desafios. Dessa forma, cabe ao Governo Federal, órgão nacional responsavel pela administração da união, criar um programa que desenvolva ferramentas para a inclusão educacional dos brasileiros surdos. Nesse contexto, essa ação será realizada por meio de recursos provenientes da taxação de grandes fortunas, os destinando para pesquisas pedagógicas, capacitação de educadores e eventuais equipamentos necessários para formação dos surdos no Brasil. Desse modo, será atingido o objetivo de resolver os desafios da problemática.