ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/10/2021

O compositor da “Nona Sinfonia”, Bethoveen, perdeu a audição em decorrência de uma doença e, mesmo assim, permaneceu criando composições importantes que estão marcadas na história da arte até hoje. Dado isso, o exemplo representa que a presença da surdez não é um empecilho para a pessoa com deficiência, embora, no Brasil, existam desafios a serem superados com relação à inclusão de surdos e sua formação educacional. Dessa forma, faz-se necessário debater as problemáticas envolvidas no assunto, como a presença do capacitismo que fomenta essa exclusão e também a negligência do Estado para com a formação dessas pessoas.

Em primeira análise, cabe relacionar o capacitismo como um problema para a inclusão de surdos no meio educacional. Na série “Vikings”, mostra como os nascidos com deficiência eram rejeitados, principalemente por serem considerados inferiores nas batalhas, retratando a realidade fora da ficção, em que pessoas com deficiência são dadas como incapazes de acompanhar sujeitos sem deficiência, devido ao preconceito enraizado. Seguindo esse pensamento, o mesmo ocorre com os surdos em instituições de ensino, de certa forma inferiorizados e excluídos devido à brincadeiras de mau gosto sobre sua condição, impedindo-os de terem uma formação educacional saudável.

Ademais, convém frisar que a falta de apoio do Estado é um desafio a ser superado. A Constituição federal de 1984 garante o direito da educação a todos, entretanto fica visível a segregação de surdos nesse ensino devido à falta de estrutura para esses alunos nas instituições. Um exemplo disso é a ausência de profissionais de LIBRAS e intérpretes nas escolas, impossibilitando a presença de surdos no ensino regular público, já que terão dificuldade em aprender e se comunicar com outros estudantes e professores. Dessa forma, é notório que a inércia do governo quanto a isso agrava a não formação de surdos no país.

Portanto, infere-se que existem desafios a serem combatidos para a formação educacional de surdos no Brasil. Para isso, urge que o governo federal- órgão responsável por garantir a educação e inclusão no país- insira nas escolas públicas aulas de LIBRAS obrigatórias e intérpretes, por meio de impostos arrecadados pela União, a fim de introduzir aos alunos regulares a segunda língua do Brasil, incentivando o fim do capacitismo e também para que os surdos possam finalmente serem acolhidos nas escolas. Assim, estaria garantida a formação educacional dessas pessoas com deficiência auditiva.