ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/10/2021

De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a educação tem a função de integrar o indivíduo na sociedade, evitando o isolamento. No entanto, nota-se que essa concepção não é empregada na sociedade brasileira, visto que existem inúmeros desafios para formação educacional de surdos, lamentavelmente. Diante disso, hão de se examinar não somente a inoperância governamental em promover a igualdade de direitos, mas também devido à estigmatização social desta parcela excluída.

Precipuamente, vale saliente que a negligência estatal fomenta consideravelmente na problemática. Sob essa óptica, o filósofo iluminista John Locke conceitual o conceito de Contrato Social, em que o Estado seria responsável pelo bem-estar coletivo. Contudo, o governo rompe com o pressuposto lockeano, pois, há escassez de políticas públicas eficientes voltadas para uma aplicação do artigo 205 da “Constituição Cidadã”, que garante uma educação como direito de todos. Isso é percepitível pelo investimento reduzido em profissionais e professores com conhecimentos e abardogens pedagógicas para o formação desse público. Diante disso, nota-se que nem mesmo o princípio jurídico foi capaz de garantir esse direito imprincindível ao desenvolvimento adequado, segregando-os.

Ademais, o preconceito associado aos surdos é outro incitador do revés. Nesse sentido, diante da rotulação destes como incapazes pela população, limita-se os benefícios que eles podem proporcionar ao conjunto social. Isso se deve, pois, a menores investimentos na educação dos surdos, como supracitado anteriormente, e, por conseqüência, não apresentar recursos para realizarem pesquisas e estudos. Desse modo, é imperioso mudar essa realidade, haja vista os benefícios das descobertas de astrofísica realizada pelo cientista Stephen Hawking, ou seja, mesmo tendo uma deficiência, a esclerose lateral, apresentando desenvolvimentos intelectuais indiscutíveis. Dessa forma, nega-se o estigma de relacionar deficiência a inapto.

Portanto, as mudanças são necessárias para reverter esse impasse. Desse modo, urgência que o Ministério da Educação invista, por meio de verbas governamentais, em cursos para os profissionais educativos sobre as áreas especiais necessárias para promover a formação de estudantes surdos. Isso deve ser feito com fim de garantir que a concepção de John Locke seja cumprida, isto é, que o Estado promova o bem-estar de todos, pois, hodiernamente essa minoria encontra-se segregada na sociedade, indo ao contrário da função do ensino proposta por Durkheim, de inclusão social. Dessa forma, com o investimento na educação destes, será possível notar que não são incapazes e, portanto, mitigar o preconceito social com os deficientes auditivos, demostrando que eles não se limitam à deficiência como o cientista Stephen Hawking pôde demostrar.