ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 25/10/2021

De acordo com o artigo 27, proposto pela Constituição federal, é dever do Estado assegurar a educação de qualidade a pessoa com deficiência. Apesar da existência desse escrito, os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil ainda é uma dificuldade presente na sociedade. Assim, observa-se que a problemática possui como causa a lacuna na base educacional e, também, a exclusão dessa minoria.

A princípio, percebe-se que a lacuna na base educacional se torna um fator persistente para a resolução do problema. No país, surdos só iniciaram a frequentar à escola após a criação do primeiro colégio para a formação de surdos, durante o período de Dom Pedro II. Dessa forma, nota-se que apesar de ter sido criada a escola, a ideia teve baixo apoio do governo no mundo contemporâneo, sendo usada apenas por pessoas de grande poder aquisitivo frequentadores de colégios privados. Além do mais, a ausência da linguagem de sinais, as Libras, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), implica ainda mais no desafio de formar surdos no país por não se conhecer a linguagem adequada para a comunicação com os mesmos, desfavorecendo o diálogo entre surdos e não surdos.

Outrossim, a exclusão dessa minoria implica como uma dificuldade em solucionar esse impasse. Segundo dados recolhidos pelo site Agência Brasil, dos 10 milhões de surdos no país, somente 37 por cento está inserido no mercado de trabalho formal. Dessa maneira, percebe-se que a não-participação dessa população no âmbito trabalhista por as julgar incapazes de exercer determinadas funções é ainda presente, dificuldando sua educação. Deste modo, essa censura se torna um desafio no local empregatício, impedindo surdos de serem inseridos na sociedade para se capacitar.

Logo, medidas estratégicas são necessárias a fim de alterar esse cenário. Assim, o Ministério da Educação deve implementar o estudo de Libras por meio de alterações na Base Nacional Curricular Comum a fim de formar mais falantes dessa linguagem, criando uma maior inclusão entre surdos e não-surdos. Além disso, o Ministério do Trabalho deve oferecer cursos profissionalizantes para surdos e empresas por meio de palestras a fim de orientar a forma correta da inserção dessa população no meio trabalhista. Dessa forma, o país poderá superar essa problemática.