ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/11/2021
A educação é uma importante ferramenta na vida de qualquer cidadão, pois é por meio dela que se constroi uma sociedade justa, que permite a ascensão a um futuro promissor e que tem o poder de destruir toda forma de preconceito e violência, e é assegurado por lei. Contudo, no Brasil, os desafios para formação educacional de surdos começam quando muitos não estão incluídos na educação. Dessa forma, um Estado inepto, somado ao preconceito pela falta de comunicação, resultam em desafios.
Primeiramente, a negligência estatal é um dos fatores que aumentam os desafios enfrentados pelos deficientes auditivos em sua educação. Nesse contexto, na teoria o artigo 205 da constituição Federal, que assegura a educação para todos os brasileiros, é eficiente, mas na prática se mostra falho, uma vez que o número de alunos surdos matriculados, no Brasil, diminui a cada ano, segundo dados do INEP, e isso se configura com uma exclusão, impedindo-os de obterem sua formação educacional e profissional, o que dificulta a conquista de um futuro melhor. Nessa perspectiva, essa exclusão é intensificada pelos poucos estabelecimentos escolares especializados no atendimento dessa população, que se veem obrigados a se matricularem em colégios que não estão preparados para recebê-los. Logo, esse cenário de desrespeito vai de encontro à Carta Magna de 1988.
Ademais, o preconceito gerado pela falta de comunicação é outro ponto dessa discussão. Nesse aspecto, o despreparo escolar é uma consequência da ineficiência do Estado, pois novamente as leis não são aplicadas, visto que a língua LIBRAS, segunda língua oficial do país, não é ensinada na maioria das escolas, o que acarreta em uma dificuldade na comunicação entre os surdos e não surdos. Dessa maneira, por esse problema na comunicação os deficientes auditivos sofrem, pois são excluídos das rodas de amigos, dos trabalhos escolares, por serem vistos com preconceito e que não tem nada acrescentar, devido a esta falta de comunicação, apesar da LIBRAS ser constitucionalmente oficializada.
Portanto, o Ministério da Educação deve implementar a línguas de sinais na base curricular do ensino brasileiro, com o objetivo de que a comunicação entre todos possa acontecer. Para isso, a base curricular deve ser reformulada para isenção dessa língua como disciplina obrigatória, e também se dará pela capacitação dos profissionais e a adequação das escolas, tendo em vista a inclusão desses alunos no ensino de qualidade, que lhes garante a participação e difusão das experiências, que será importante para todos os envolvidos. Assim, a educação será de fato, partilhada por todos, o que torna uma sociedade justa.