ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/11/2021
Espartas, conhecida cidade grega da época da Idade Antiga, possuía um grande exército, que, para isso, treinava desde a infância seus cidadãos, entretanto, nem todas as crianças eram aceitas, visto que, as que possuíam algum tipo de deficiência, eram consideradas inaptas para lutar e, por isso, eram mortas. Seguindo essa lógica, é perceptível que ainda na atualidade há um grande empecilho para a inclusão de pessoas deficiente no âmbito profissional, por não serem consideradas aptas para determinados papeis. Sendo assim, há muitos desafios para a formação educacional dessas pessoas, principalmente para os surdos, frutos do silenciamento e da negligência governamental.
Primeiramente, vale ressaltar que a educação para surdos não é um assunto muito debatido no Brasil. Dessa maneira, consoante a Djamila Ribeiro, é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que ela possa ser resolvida. Nessa perspectiva, é preciso educar a população para quebrar os estereótipos acerca das pessoas não-ouvintes e criar soluções para que haja maior inclusão social desse grupo. Logo, abordar sobre a temática é o primeiro passo para a resolução dos problemas que os deficientes auditivos enfrentam diariamente.
Ademais, o governo pouco se responsabiliza para a formação acadêmica de indivíduos surdos. Desse modo, Aristóteles aborda que o papel da política é manter o afeto social. Nesse sentido, as autoridades governamentais contrariam a ideia do filósofo, já que há poucas medidas para incluir academicamente esse coletivo, como por exemplo a criação de escolas exclusivas para deficientes, dando a entender que é preciso criar um outro ambiente para essas pessoas. Por isso, é preciso que o Estado invista na educação e na formação de professores capacitados para inserir a coletividade social de não-ouvintes na sociedade.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas. Dessa forma, urge que a população, de maneira organizada, acione o Ministério Público por meio de uma Ação Civil Pública, a fim de que o governo federal, em parceria com o Ministério da Educação, estabeleça um Programa de Inclusão à Educação, com o intuito de realizar aulas gratuitas de libras, palestras e entrevistas em escolas, para educar a população desde cedo, além disso, a mídia deve, através dos meios de produção, produzir obras com maior representatividade desse grupo, para que são pessoas aptas para o trabalho. Somente assim, a situação que acontecia em Espartas não se prevaleça na sociedade brasileira.