ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/02/2022
A Constituição Federal de 1988, prevê em seu artigo 6º o direito à educação como dependente a todo cidadão brasileiro. Apesar disso, tal privilégio não tem se repetido com destaque na prática quando se observa a formação educacional dos surdos, dificultando a generalização desse direito social como a inclusão da língua Brasileira de sinais e o despreparo institucional.
Primeiramente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a importância da Língua de sinais. Nesse sentido, as instituições tem função grande na difusão da língua, para que possibilite aprendizagem de novos conhecimentos em várias áreas. É necessário que as instituições ofereça disciplina currricular obrigatória na educação básica e ofereça conteúdos com recursos visuais que proporcionem o exercício da memória visual.
Ademais, é fundamental destacar o despreparo institucional como mobilizador da formação de pessoas surdas no Brasil. Diante de tal exposto, a ausência de intérpretes nas instituições é um dos fatores do despreparo institucional. Além disso, a maior dificuldade dos intérpretes, que muitos não são valorizados. Geralmente os pais contratam os profissionais por fora, pois as instituições não fornecem. Segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”.
Portanto, urge que o Governo, em parceria com o Ministério da Educação, por intermédio de reuniões e palestras nas instituições, estabelecendo acessibilidade de comunicação visual, gesticulando fortemente para que o ensino seja eficaz e proporcionando instituições adaptadas para atender às pessoas surdas com a presença de intérpretes. Assim, torna-se a construção de uma sociedade efetiva dos elementos elencados na Magna Carta.