ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 30/03/2022
Na obra “Teologia dos trastes”, do poeta Manuel de Barros, explicita-se uma poesia que foca nas coisas e seres que são desprezados ou desimportantes. Nesse viés, transparece a necessidade de valorizar a problemática da formação educacional dos surdos no Brasil, que constantemente é deixada em segundo plano. Dessa forma, faz-se imprescidível discorrer sobre a negligência estatal e a falta de recursos no que tange à educação.
Primordialmente, é necessário destacar a forma que o Estado costuma lidar com a educação dos surdos. Nesse contexto, segundo Gilberto Dimenstein, em seu ato “Cidadãos de papel”, muitas leis contidas na legislação brasileira se fazem completas apenas no papel, não sendo cumpridas de fato na realidade. Por isso, a formação dos surdos não é realizada de maneira plena, para que isso fosse possível, essa temática deveria receber a devida importância dos poderes públicos.
Por conseguinte, é vital destacar a falta de recursos que se adaptem à realidade dos surdos. Para compreender tal apontamento, é justo analisar um dos episódios da série “Atipycal”, em que a escola produz um plano para que um aluno autista possa participar do baile sem problemas com a sua sensibilidade auditiva. Nesse sentido, apresenta-se que a inclusão de determinado grupo só se faz efetiva quando os ambientes se encaixam às condições que esses possuem, no caso em questão, a surdez.
Logo, medidas tomadas pelo Estado são essenciais para que o problema seja amenizado. Assim, o Ministério da Educação deve promover obras que facilitem a comunicação do ambiente escolar com os deficientes auditivos, através de recursos visuais que vizem derrubar as barreiras enfentadas por essas pessoas, além de financiar campanhas nos demais meios de comunicação que valorizem os debates sobre esse desafio. Mediante a essas ações, o direito à educação a todos dito na Constituição Federal poderá ser satisfeito.