ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 26/04/2022
“Tratar os iguais de maneira igual constitui-se injustiça”. A premissa adotada pelo filósofo grego Aristóteles estabelece que, uma vez que a desigualdade exista, os diferentes devem ser tratados de forma individual, com fito de integrar estes à sociedade. Entretanto, no cenário atual, esta integração ainda acontece de forma escassa no que se diz respeito à educação de surdos no Brasil. Isso ocorre, seja pela omissão educacional, seja pela desinformação social, e configura um imbróglio a ser sanado.
Em princípio, acerca do empasse para formação educacional de surdos, é válido retomar o aspecto referente à negligência governamental neste âmbito. A criação do LBI – Lei Brasileira de Integração – tem como intuito conceder aos indivíduos deficientes os mesmos direitos que todos. Todavia, esta iniciativa ainda não é suficiente para suprir esta necessidade, uma vez que a grande parcela das escolas não apresentam uma estrutura ideal para esta parcela da sociedade, principalmente pela falta de profissionais especializados e a despopularização da linguagem de sinais.
Por conseguinte, a população verde-amarela ainda se apresenta de maneira despreparada para incluir deficientes auditivos nas instituições de ensino. Isso acontece em razão do preconceito social e pelos estereótipos criados a partir da desinformação geral. Estes criam consciência coletiva de que surdos são, muitas vezes, incapazes de exercer tarefas do cotidiano. Ludwing van Beethoven, apesar de sua surdez, é reconhecido até os tempos atuais por suas composições, fato este que desmistifica o pensamento social errôneo supracitado.
Diante o exposto, urge que o Ministério da Educação, por meio do apoio econômico do Estado, insira a linguagem brasileira de sinais como disciplina obrigatória em todas as redes de ensino, bem como a criação de escolas próprias para surdos, à fim de designar o ensino para as suas necessidades e garantir seu total acesso à educação.