ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 30/04/2022
A Constituição Federal de 1988 (documento jurídico mais importante do país), prevê em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem sido vista com ênfase na prática quando se observam os desafios para a formação educacional de surdos na sociedade brasileira, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, é necessária a análise dos fatores que favorecem esse quadro, tais como a negligência estatal e também o descaso por parte da sociedade.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os entraves que impossibilitam a formação de deficientes auditivos. Nesse sentido, a escasses de recursos destinados à causa e projetos governamentais para democratizar a educação para todos é um problema grave na sociedade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo Jonh Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a dificuldade para formação de surdos, o que é evidente de forma agravada no país.
Além disso, é fundamental apontar a falta de empenho da sociedade em cobrar mudanças como impulsionador da situação deficitária da educação para pessoas surdas no Brasil. Em consonância a isso, a filósofa Hannah Arendt usa o conceito “banalidade do mal”, para afirmar que o pior mal é aquele que é visto como algo comum. Haja vista que a aceitação por parte da população em relação aos desafios para educação mais igualitária de deficientes auditivos, configura um grande mal para a sociedade, logo, é inaceitavel que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio de uma destinação adequada de verbas, invista na compra de materiais adequados e na capacitação de profissionais que lecionem em libras, com a finalidade de tornar o ambiente escolar mais acessivel para todos, incluindo os surdos. Assim, a sociedade se tornará mais igualitária e justa, ondeo Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma Jonh Locke.