ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/05/2022

A Constituição Federal de 1988 prevê que todos os cidadãos devem ter acesso ao ensino básico. Na realidade, a educação tem muitos desafios a serem resolvidos, em especial quando se trata dos deficientes auditivos. Isso acontece porque a falta de preparação de professores e alunos gera casos de exclusão e bullying.

Em primeira análise, grande parte dos educadores não está preparada para ensinar por linguagem de sinais, o que gera exclusão. Na novela “Chiquititas”, exibida pelo SBT , a personagem Dani perde o interesse de ir à escola por conta de sua deficiência física. De maneira análoga, esse desinteresse também é recorrente quando se trata dos deficientes auditivos. Isso porque, os professores da rede pública de ensino não têm preparação suficiente para ensinar LIBRAS, o que leva o estudante portador de tal necessidade a procurar escolas especiais que estejam aptas a ensiná-lo. Dessa maneira, aqueles que não tem condição de arcar com os custos que uma instituição assim demanda, ficam excluídos e fora das salas de aula. Torna-se claro, assim, que a rede pública não está pronta para incluir todos.

Além disso, a linnguagem de sinais não está inclusa no currículo básico de educação, o que ocasiona casos de bullying. O filme “Os Escritores da Liberdade” mostra uma cena na qual um aluno sofre perseguições por não ser pertencente ao grupo. Fora da ficção, estudantes sudos também passam por esse tipo de preconceito. Isso acontece porque a falta de acesso à linguagem de sinais por parte dos alunos ouvintes leva à dificuldade na comunicação entre os colegas. Assim, o deficiente se sente isolado e passa a sofrer discriminação pelos demais. Então, depreende-se que as LIBRAS deveriam ser do conhecimento coletivo.

Portanto, a falta de preparação do sistema atual se torna um obstáculo para a formação educacional dos surdos. Dessa forma, o Ministério da Educação - órgão responsável pela educação coletiva -, deve incluir a disciplina sobre a Linguagem de Sinais nas escolas por meio da contratação de professores formados para tal. Essa ação deve acontecer com o intuito de incluir os deficientes auditivos na rede pública de ensino. Somente assim, todos terão acesso à educação básica como previsto na Carta Magna nacional.