ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/06/2022
É notório que a sociedade brasileira obteve grandes vitórias em relação à inclusão dos surdos no setor educacional, a exemplo da disponibilidadee do acesso à educação desses durante o Império, do reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como língua oficial do Brasil, em 2002. No entanto, a falta de mais ações inclusivas para os surdos corrobora para a geração de inúmeros desafios para a formação educacional desses indivíduos no Brasil.
É importante destacar, em primeiro plano, a dificuldade que um indivíduo surdo possui para se inserir socialmente em uma sala de aula onde os alunos e professores não estão preparados para se comunicar, de forma efetiva, com esse. O aluno surdo automaticamente se sente deslocado no ambiente e, pela falta de atividade inclusivas, os colegas de classe podem considerar o surdo como um indivíduo estranho, aplicando-lhe sanções expontâneas, conceito desenvolvido pelo sociólogo Émille Durkheim, o qual afirma que um indivíduo, que foge dos padrões sociais do grupo inserido, recebe punições dos sujeitos ao seu redor. Estas sanções podem ser caracterizadas por um distanciamento dos colegas em relação ao surdo, podendo chegar ao nível de ocorrências de bullyng a esse.
Deve ser salientado, em segundo plano, o receio de muitos pais em matricular seus filhos surdos na educação básica. Inúmeros destes pais sabem que muitas escolas estão despreparadas para receber seus filhos de forma realmente inclusiva. Esse fato corrobora em uma grande barreira para o indivíduo surdo sequer ingressar no meio escolar, o que fomenta inúmeros problemas futuros na vida desse sujeito.
Sabendo de todos esses fatores, é necessário que seja aplicada ações que possuam como objetivo uma maior inclusão dos surdos no meio educacional brasileiro. Para que isso ocorra, é imperiosa a ação do Ministério da Educação, o qual deve exigir que as escolas possuam professores de libras, o números de professores necessários seria decidido com base no número de surdos que vivem no município em que as escolas estão instaladas. Ademais, o MEC, em conjunto com as escolas privadas, poderiam desenvolver mais salas especiais para surdos, além de fomentarem campanhas de incentivos às matrículas desses nas escolas.