ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 01/07/2022
O escritor austríaco Stefan Zweig, ao fugir da perseguição nazista na Europa, veio para o Brasil e, impressionado com o esplendor de sua nova nação, escreveu o livro “Brasil: o país do futuro”. No entanto, quando observada a questão da formação educacional de surdos no Brasil, percebe-se que a impressão do autor não aplicou-se à realidade. Nesse viés, deve-se analisar os empecilhos dessa questão, os quais estão entre a má preparação de professores para atender à população surda e a ineficácia do Estado em efetivar o que está contido em sua Constituição.
Primeiramente, o despreparo de profissionais da educação ao atender deficientes auditivos é um dos principais obstáculos para a resolução do problema. Nelson Mandela estava correto ao dizer que a educação é uma das armas mais poderosas que podem ser usadas para mudar o mundo, porém, percebe-se que essa ideia não se aplica à comunidade surda. Com o ensino precário, os indivíduos surdos estão fadados a ter menos oportunidades de trabalho e formação superior, o que acaba marginalizando-os, já que a maioria dos locais de trabalho não possuem programas de inclusão. Desse modo, tem-se uma exclusão cada vez maior dessa parcela da população no Brasil.
Ademais, a Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos o acesso à educação. Entretanto, percebe-se um afastamento da bela teoria, uma vez que os surdos, bem como portadores de outras deficiências, não encontram escolas públicas preparadas para atender às suas necessidades especiais. Assim, o acesso à boa educação e o aumento da qualidade de vida se restringem a uma parcela pequena da população.
Portanto, são necessárias medidas que amenizem a situação. Assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de cursos de Língua Brasileira de Sinais para professores de Ensino Médio e Fundamental, profissionalizar o ensino, a fim de que haja uma educação igual para todos os indivíduos da população brasileira. Além disso, é de função do Governo Federal fiscalizar a inclusão dos surdos nas escolas do país, de modo que esses indivíduos possam usufruir de maneira plena da experiência acadêmica, o que resultará no progresso da nação.