ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/07/2022
Ao afirmar, em sua célebre canção “O Tempo Não Para", o grande poeta e
compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o
passado. De fato, ele estava certo, pois o desafio pertinente para um surdo acessar
a educação no Brasil, não é um raro. Desse modo, na contemporaneidade, as
dificuldades ainda persistem, seja pela falha governamental, seja pelo preconceito
social.
Em primeiro lugar, é possível refletir através da obra do escritor Gilberto
Dimenstein, “O Cidadão de Papel”, a crítica ao sistema de leis do Brasil, o qual
possui uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés,
a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto a dificuldade
encontrada pelas pessoas com deficiência auditiva. Como visto no Parágrafo Único
do Art. 27 da lei nº 13.146 que promete a educação à pessoa com deficiência,
porém o governo não está cumprindo sua responsabilidade necessária para o
amparo dos mesmos.
Outrossim, a partir da frase do escritor Oswald Sanders, “Olhos que olham
são comuns, olhos que veem são raros.” é revelado a cegueira da sociedade
pós-moderna ciente das problemáticas que a assolam, destarte do descaso social
sofrido pelas pessoas surdas. Segundo fontes do INEP, de 2012 à 2016 houve o
declínio aproximado de 5 milhões de estudantes com surdez desmátriculados no
ensino básico em meio de classes comuns, evidenciando o preconceito impregnado em meio à sociedade.
Portanto, é dever do Estado cumprir as leis à risca para garantir os direitos
por meio do sistema judiciário brasileiro, assim assegurando o ensino e o espaço
social das pessoas deficientes auditivas, incluindo-os ativamente nas atividades
sociais. Também é responsabilidade do corpo social incluir os surdos através de
atividades socioculturais por intermédio do governo, unindo a população e ajudando a exterminar o preconceito existente na área educacional.