ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 11/08/2022
A educação de surdos no Brasil é um impasse que, infelizmente, ainda perdura. Assim sendo, o Estado é culpado por isso, já que não auxilia e tampouco divulga a situação dos deficientes auditivos. Logo, a inoperância estatal é a gênese desse revés.
A priori, sugundo a Federação Mundial dos Surdos, 80% dos surdos no mundo têm dificuldade de alfabetização e baixa escolaridade. À luz desse enfoque, a realidade brasileira não deve ser muito diferente disso. Nesse sentido, percebe-se hipocrisia estatal, uma vez que no artigo 205 da Carta Magna é afirmado que a educação é direito de todos e dever do Estado. Portanto, a União é ineficiente e deve garantir o bem-estar do corpo social para estar de acordo com a constituição.
Outrossim, consoante com Nelson Mandela, a educação é uma ferramenta muito poderosa que pode transformar a sociedade. Todavia, a grande maioria dos surdos carece de conhecimento acadêmico e poucas pessoas sabem se comunicar em libras no Brasil. Por conseguinte, essas pessoas são marginalizadas economica e socialmente, visto que as oportunidades de emprego e a inclusão em círculos de lazer ficam extremamente limitadas.
Em suma, esse desafio persistente corrói as ‘’engrenagens’’ da sociedade e impede seu pleno funcionamento. Nesse viés, o governo brasileiro deve financiar organizações não governamentais (ONGs) para implementar o ensino de libras e a educação para os surdos em todas as escolas brasileiras, públicas e privadas. Ademais, paralelamente, as ONGs e o Estado deve divulgar nos meios midiáticos (Instagram, Facebook e canais de televisão abertos) as dificuldades enfrentadas por esse grupo marginalizado. Isso pode ser executado através do envio de verbas para o Ministério da Educação e Cultura (MEC). Só assim, o bem-estar geral será assegurado pela Constituição Federal e a população será mais acolhedora e empática com os surdos.