ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 18/08/2022
A Constituição Federal garante o direito à vida, proteção e educação ao deficiente, visando seu desenvolvimento e integração plena. Contudo, a realidade, sobretudo de deficientes auditivos, se demonstra distinta, uma vez que essa parcela encontra obstáculos em sua formação educacional. Dessa forma, é necessário analisar a influência negativa da sociedade na problemática, bem como os problemas de inserção desses deficientes na comunidade.
A princípio, o preconceito perpetua a negligência. Nesse contexto, Albert Einstein afirmou que é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito, demonstrando que um dos grandes obstáculos enfrentados pelos surdos é a própria aceitação na sociedade, seja pelo bullying ou aversão à condição do outro indivíduo. Portanto, observa-se que a não aceitação ao considerado diferente cria um tabu acerca do assunto, dificultando não somente o debate, mas também a inclusão do deficiente auditivo.
Ademais, devido ao preconceito e à falta de preparação escolar, o índice de matrícula dessa parcela está em queda. Como supracitado, a falta de debate sobre o assunto cria um estigma que torna difícil a convivência do surdo na sociedade, sobretudo em instituições de ensino. Prova disso são dados do INEP, que demonstram ter havido uma queda de aproximadamente 5 mil deficientes auditivos matriculados em um período de 5 anos. Assim, depreende-se que a falta de diálogo impede um ensino confortável e adaptado às necessidades dos surdos.
Em síntese, é necessário mitigar os obstáculos enfrentados pelos deficientes auditivos no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação, órgão responsável pelo índice educacional, deve promover momentos de conscientização, por meio de campanhas, rodas de conversa e encontros com psicólogos, visando descontruir o preconceito enraizado. Além disso, esse mesmo agente deve trabalhar na inserção escolar do surdo, por meio de auxílios financeiros ou materiais, campanhas de incentivo e infraestrutura adequada, com o objetivo de elevar o índice de matrícula dessa parcela da sociedade. Dessa forma, as premissas da Constituição poderão ser realidade para todos os cidadãos brasileiros.