ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/09/2022
Thomas Morus, citou em seus escritos uma ilha imaginária, chamada Utopia, pro-tótipo da mais plena perfeição social em termos de harmonia humana e urbana. No entanto, fora da ficção o que se percebe quando se trata da formação educacio-nal de surdos no Brasil é uma realidade completamente oposta a da ilha de morus, visto que tais indivíduos ficam a mercê da sociedade por não possuir uma educaçã-o adequada. Sob esse viés é indispensável apontar a negligência estatal e o preco-nceito da sociedade como os principais desafios para solucionar tal problema.
Em primeiro lugar nota-se a questão constitucional e sua aplicação como agravan-tes do impasse. Tendo em vista que embora a educação básica de qualidade seja um direito assegurado a todos pela constituição de 1988, de acordo dados do Inep o número de surdos matriculados em instituições de educação básica vem apenas
diminuindo ao longo dos anos. Uma vez que o estado não realiza os investimentos necessários para a formação de uma infraestrutura que atenda tais indivíduos. Lo-go percebe-se que a negligencia do Estado ao investir minimamente na educação dessas pessoas, dificulta a universialização desse direito primordial e nos afasta da ilha de Morus.
Ao visar tal realidade percebe-se que a sociedade não tem conhecimento do qua-nto o preconceito com surdos pode dificultar sua formação educacional. Essa form-a de preconceito é algo antigo na história da humanidade: ainda no Império Roma-no, crianças deficientes eram sentenciadas à morte, sendo jogadas de penhascos.
Diante disso, vê-se que os desafios para a formação educacional de surdos são um obstáculo social no Brasil. A fim de resolver as problemáticas em discussão cabe ao governo o protagonismo de ações relacionadas ao fim desse problema. Isso será feito por meio de maiores investimentos na infraestrutura escolar e na formação de profissionais qualificados, além da disseminação de campanhas para o fim do capacitismo, desse modo, permitindo uma maior participação dos surdos no âmbito escolar e trabalhista. Assim procedendo haverá uma redução percptível do número de problemas causados pela formação educacional de surdos na sociedade brasileira.