ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 25/10/2022
Desafios dos deficientes auditivos na educação e seus reflexos
Os deficientes auditivos nem sempre possuíam educação adequada no Brasil. Dessa forma, durante o governo de Dom Pedro II houve a criação de uma escola, na capital da época, a qual oferecia acesso aos jovens surdos. Contudo, na sociedade contemporânea, indivíduos que possuem incapacidade auditiva sofrem de preconceitos, como quando não conseguem uma vaga de emprego pela sua deficiência. Isso se agrava, infelizmente, pois há cada vez menos surdos no ensino básico e essas pessoas não recebem as devidas oportunidades.
Em virtude disso, percebe-se a redução do número de deficientes auditivos nas escolas. Por conseguinte, com base no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), no período entre 2011 e 2016, ocorreu uma queda de, aproximadamente, 8 milhões de matrículas nas classes comuns e especiais. Dessa maneira, isso demonstra uma falta de incentivo para esses indivíduos ingressarem nas educações básicas e, com isso, nos ensinos superiores.
Além do mais, muitos colégios brasileiros não possuem as condições necessárias para ensinar deficientes auditivos, por exemplo, em várias escolas, faltam profissionais da educação os quais sabem a linguagem de sinais, libras. Por consequência, os surdos não apresentam as mesmas oportunidades que os jovens com capacidade auditiva, apenas por possuírem essa diferença. Logo, nota-se a existência de preconceitos contra esses indivíduos no Brasil.
Portanto, o Ministério da Educação deveria incentivar, por meio de palestras, a importância do ingresso dos surdos no ensino básico e superior, a fim de incluírem essas pessoas no mercado de trabalho brasileiro. Ademais, para a entrada dos deficientes auditivos, as escolas necessitam se adequar para oferecer a uma educação de qualidade para todo e qualquer jovem.