ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 06/11/2022
A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6°, o direito à educação como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Diante dessa perspectiva, o silenciamento da temática na sociedade e a lenta mudança na mentalidade social dificultam a universalização desse direito social tão importante.
A princípio, é preciso salientar que o silenciamento sobre o tema é uma causa latente do problema. Nessa perspectiva, conforme o filósofo francês Michel Foucault, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sob essa ótica, verifica-se uma lacuna no que se refere aos debates em torno dos desafios para a formação educacional de surdos no País, o que contribui para o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão. Assim sendo, sem diálogo sério e massivo sobre esse problema sua resolução é impedida.
Ademais, deve-se ressaltar que a lenta mudança na mentalidade social também configura-se como um entrave no que tange à temática. Sob esse viés, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Nesse sentido, é possível perceber que a questão das dificuldades enfrentadas pelos surdos em seu processo de formação educacional na sociedade brasileira é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se os indivíduos crescem inseridos em um contexto social intolerante, opressor e injusto, a tendência é adotar também esse comportamento. Dessa forma, a resolução da problemática é dificultada.
Portanto, percebe-se a importãncia dos debates sobre os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Logo, é necessário que o Ministério da Educação informe e eduque a população sobre a questão dessa lenta mudança na mentalidade social apresentada, por meio de palestras em centros educativos, a serem webconferenciadas nas redes sociais do órgão e com um especialista no assunto, a fim de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar esse problema. Assim, a Constituição Federal será respeitada.