ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 09/11/2022
Em conformidade à Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se a perturbadora precariedade da educação dos surdos, que permanece inerte, já que muitas pessoas desconhecem a importância de combater os desafios dessa formação educacional. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da irracionalidade e ao descaso governamental.
Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da sociedade para com os entraves da promoção de uma educação inclusiva, visto que irracionalidade evidencia a alienação social. Sendo assim, a falta de democratização da Libras gera indivíduos com o senso crítico escasso, que desconhece a importância de uma comunicação acessível.
Ainda, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de acesso à educação de qualidade a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitos surdos ainda não gozam dessa constituinte, devido ao grande descaso governamental a respeito da especialização dos professores para a formação de deficientes auditivos. Portanto, observa-se a falta de subsídios financeiros para o enfrentamento desse problema. Com isso, é notória a pouca capacitação dos indivíduos para o enfrentamento do mercado laboral, por conseguinte à educação não inclusiva.
Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Educação, coordenadores de cursos de Libras e mídias. Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência dos desafios para a formação educacional de surdos. Isso será feito a fim de remediar a irracionalidade e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.