ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/11/2022

O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto hordieno, enfrenta significativos estorfos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, a intolerância religiosa no Brasil representa antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura gera desordem e retrocesso no desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência a desigual educação dos surdos.

De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientarem por um viés individualista visando o retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o direito da educação. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua as dificuldades da formação educacional de surdos no Brasil.

Por conseguinte, engendra-se a diminuição de surdos nas escolas brasileiras. Posto isso, de acordo com a Folha Vitória, a o número de brasileiros com deficiência auditiva vem diminuindo tanto em escolas inclusivas – ou bilíngues –, como em exclusivas. Diante de tal exposto, essa situação está relacionada à inexistência ou à incipiência de professores que dominem a Libras e à carência de aulas proficientes, inclusivas e proativas. Portanto, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, desse modo, que é mister a atuação governamental na solução do problema. A fim de incluir os surdos na educação, cabe ao Poder Público Federal, mas especificamente ao Ministério da Educação e Cultura, inserir educação qualificada nas instituições brasileiras. Essa ação irá ocorrer por meio de contratação de profissionais qualificados para ensinar os alunos deficientes. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.