ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/04/2023

Segundo o Artigo 1 dos Direitos Humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Porém, no Brasil , nota-se que uma parcela da comunidade não tem esses direitos reconhecidos e impostos, visto que, a formação educacional de surdos no Brasil não é estabelecida com qualidade, tanto por um problema de exclusão educacional, como por despreparo governamental. Logo, a fim de derrubar esses entraves, faz-se necessário problematizar e discutir essas circunstâncias.

Segundo a mitologia grega, Sisífo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sisífo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Nesse viés, esse cenário se assemelha à luta diária dos deficientes auditivos, os quais buscam ultrapassar as barreiras que os separam do direito à educação. Embora o processo educativo seja um direito de todos, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta de educação inclusiva e a preparação de professores especializados não estão presentes em todo território nacional.

Ademais, é essencial pontuar que a falta de politícas públicas e o descaso governamental estão intimamente ligados à problemática. Isso porque a alienação do governo perante a inclusão da Lingua Brasileira de Sinais (Libras) pode acelerar o processo de desigualdade social, pois, a falta de fiscalização e implementação ao uso de libras, ocasiona uma má formação escolar e posteriormente dificuldades ao ingressar no mercado de trabalho. Dessa forma, a negligência do Estado, ao investir minimamente na educação e inclusão de pessoas especiais, dificultam a universalização desse direito social tão importante.

Portanto, o Ministério da Educação deve promover melhorias no sistema público de ensino do país, por meio da capacitação de professores e profissionais da educação e com a oferta do uso de libras nas grades curriculares das escolas, a fim

incluir a mesma como matéria obrigatória para crianças e adolescentes. Somado a isso, é imprescindível que as escolas e faculdades do país garantam programas inclusivos desses indivíduos, como projetos e atividades lúdicas. Assim, a tão sonhada “Ordem e Progresso” poderá ser realidade no Brasil.