ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/07/2023
É notório que a formação educacional de surdos no Brasil é um desafio, visto que tanto sociedade quanto governantes encontram-se despreparados para incluir a população com deficiência auditiva na sociedade, além de que desde a época imperial pouco tem-se avançado para garantir o acesso à educação dessa parcela da sociedade.
Tem-se mais de 9 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil, segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém, constata-se que a sociedade não se encontra preparada para incluir, socialmente, essa parcela da população, isso porque a maior parte da população não consegue nem se comunicar com um surdo, seja por desconhecer a linguagem de sinais ou por preconceito mesmo. É necessário que a sociedade conheça a língua dos sinais e não tenha preconceito diante de uma pessoa com necessidades auditivas.
Constata-se que desde a época de Dom Pedro – quando começou a educação para os surdos – até hoje, pouco se tem avançado na garantia do direito de educação da pessoa com deficiência auditiva, isso porque algumas das ações efetivas são novas, tem-se como exemplo a lei que garante os direitos da pessoa com deficiência – Lei 13.146 – lei que tem apenas dois anos, outra lei relativamente nova é a que reconhece a linguagem de sinais como meio de comunicação que tem somente 15 anos. Precisa-se que seja feita mais ações para garantir os direitos das pessoas com deficiência em geral, é necessário além das leis, como programas voltados para garantir o que dizem as leis.
De fato a formação educacional de surdos no Brasil ainda é um desafio que para ser resolvido necessita do envolvimento tanto da sociedade quanto dos governantes. Pois não são apenas as pessoas com deficiência auditiva que precisam de uma educação diferenciada, a população sem deficiência precisa fazer parte dessa educação e participar efetivamente. Pois não adianta ensinar a linguagem de sinais apenas para os surdos, os não surdos precisam conhecer essa linguagem também para que ambos possam se comunicar. Os governantes devem propor programas que envolvam toda a sociedade, a fim de possibilitar a inclusão da pessoa surda na sociedade.