ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 03/11/2023

Em primeiro plano, no século XX, o “Apartheid” - Segregação racial na África do Sul, devido ao, “Darwinismo Social” - Superioridade de uma raça sobre outra, à educação voltada para os negros era precária. Em segunda análise, John Locke, em sua obra “2° tratado sobre o governo civil”, teorizou, os “Direitos naturais e alienáveis: à vida, à liberdade e à propriedade privada”. Estes não poderiam ser retirados dos cidadãos e garantidos pelo Estado. Desse modo, no Brasil, em análise da estatística apresentada pelo Inep, encontra-se dificuldades no cumprimento dos direitos e na formação dos surdos.

Outrossim, a lei nº 10.436 determina, uso e difusão da Língua Brasileira de Sinais (libras) como meio de comunicação objetiva, em consonância com, os direitos naturais postulados por Jhon Locke. Entretanto, outra lei, à n º 13.146, determina o ensino de libras em escolas bilíngues e inclusivas. Similarmente, ao “Apartheid”, uma vez que, acontece o segregacionismo do índividuo portador de deficiência auditiva, em virtude de, incentivos da aprendizagem de libras, limitar-se em escolas bilíngues e inclusivas, por conseguinte, interferindo no direito de liberdade, já que, resulta na manipulação de escolhas, na qual, os índividuo não escolhem aprender a língua brasileira de sinais, em suma, uma sociedade de exlusão social em relação aos surdos.

Para exemplificar, em referência do termo popular “Elefante Branco” - Algo valioso, porém, sem utilidade, equivale à um portador de deficiência auditiva dominar libras, enquanto que, no processo seletivo de trabalho, no supermercado ou hospital, os funcionários não possuam alfabetização na língua brasileira de sinais, de certo, embargando às possibilidades de sucesso em relação, à vaga de emprego, ao comprar o pão, e análise clínica pelo médico.

Assim sendo, na exclusão social decorrente da violabilidade dos direitos naturais, dos surdos, faz-se urgente intervenção do Estado, em especial, na adoção de libras como idioma obrigatório, ademais, qualificação dos docentes e aumento salarial, como também, campanhas publicitárias de conscientização, a fim de, quebrar preconceitos induzidos pelo capacitismo contemporâneo. Como também, investimentos em tecnologia, que facilitem à acessibilidade dos surdos na escola.