ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/11/2017
O Brasil recebeu sua primeira escola para surdos quando o País estava sob o poder de Dom Pedro ll, durante o Império e somente dois séculos depois a Língua Brasileira de Sinais (Libras) foi reconhecida como uma língua oficial. Os portadores dessa deficiência enfrentam dificuldades até os dias atuais, por mais que com a tecnologia esses problemas tenham diminuido, a exclusão social e profissional, ausência de escolas que apresentem em sua grade curricular o ensino das Libras e profissionais qualificados continuam.
O ensino básico de qualidade é essencial para qualquer pessoa, é na escola que aprendemos a viver em sociedade, temos acesso a aprendizagem e informações, formação de caráter e senso crítico. Faz parte da realidade da maioria dessas pessoas, o bullying, a discriminação e consequentemente a exclusão, podendo desencadear outros problemas como a depressão, ansiedade e suicídio. Além disso, a maioria das escolas não são preparadas para receber pessoas com essa deficiência, não possuem professores qualificados, nem estrutura necessária.
Segundo Inep o número de surdos matriculados numa classe comum (alunos incluídos) na Educação Básica teve uma diminuição de um pouco mais de 25 mil para aproximadamente 20 mil entre os anos de 2011 e 2016. Tendo isso em vista é notório o despreparo das instituições em manter uma relação saudável, preparada e informada.
Diante dos argumentos supracitados, se faz necessária a ação do governo na resolução desse problema através de políticas públicas, maior visibilidade a essa minoria, e com a ajuda do poder Executivo e Legislativo fiscalizar se as leis estão sendo cumpridas. A escola como formadora de cidadãos deveria promover palestras para informar melhor os alunos além de atividades que incluam.