ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 15/11/2017

A perspectiva do ser humano em classificar seus padrões fez com que o convívio com as diferenças, desde a Idade Média, fosse motivo de perseguições ou aniquilação de seus direitos. Nesse sentido, após três Revoluções Industriais e Intelectuais, a compreensão do homem a cerca das distinções sociais acessibilizou à garantia da formação acadêmica e desenvolvimento social. Atualmente, no Brasil, apesar dos avanços nos tratamentos sociais, principalmente de surdos, sua formação educacional torna-se um entrave em meio a questões de aparatos que viabilizam sua comunicação e próspero desenvolvimento humano.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o contexto histórico colonizador brasileiro influenciou para tal questão. Padres Jesuítas instauraram em escolas de fé a exclusão de deficientes auditivos, segundo qual desestabilizavam o meio de convívio pleno. Desse modo, a dissiminação dessa cultura nos surdos impôs um respaldo de inferioridade social. Prova disso, hoje, é o impasse dos surdos nos meios escolares por falta de aparatos comunicativos e linguísticos, no qual, regressam a formação acadêmica e dificultam o desenvolvimento social. Com isso, a máxima afirmação de si , como dizia Nietzsche, deixa de ser uma busca a fim do melhoramento de relações sociais e seu desenvolvimento de habilidades.

Outrossim, o modo de pensar da sociedade, nos ambientes de aprendizado, sintetizam sua capacidade de modo de agir a sua deficiência. Logo, é perceptível que a falta de conhecimento nos próprios ambientes escolares demonstram uma convivência difícil com a sociedade que não agrega em sintonia com seus avanços sociais.

Em suma, é imprescindível que o MEC assegure os direitos educacionais de Libras e configurações por meio da criação da cartilha de deficientes auditivos por intermédio do conjunto de professores especializados em Libras e Brailes com o Ministério de Ciência e Tecnologia para instalação de técnicas de ultima geração, com o intuito de novas formas de comunicação moderna, a fim da melhor formação educacional e universitária dos surdos para futuro ingresso ao mercado de trabalho. Ademais, a mídia, por meio de campanhas, deveria instituir que o convívio com deficientes auditivos seria mais agregador se houvesse o respeito de uns aos outros, para que, não haja diferenciação social.