ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 25/11/2017
O documento oficial “Declaração Universal dos Direitos Humanos” estabelecido pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1948, define que ao nascer todo ser humano tem direito à moradia, à alimentação, à família, à saúde, à educação, à trabalho e, assim por diante. Isso independente do sexo, cor e classe social. Dessa forma, os deficientes físicos estão inclusos nesses direitos. Contudo, não é o que acontece no cotidiano. Para os surdos, por exemplo, não há uma limitação real, pois conseguem se comunicar por libras. Porém, mesmo assim, enfrentam muitos desafios para uma formação educacional no Brasil. Portanto, é evidente que essa realidade não pode prevalecer.
Um dos problemas enfrentados pelos deficientes auditivos é o “não conhecimento”. Desde crianças, a grande maioria, são tratados como merecedores de pena e dependentes de alguém; por vezes a família não sabe como lidar com a situação e, na escola, os colegas de turma não estão preparados para recebê-los. Todos esses fatores refletem no surdo, que em meio a tantos diferenciais se sente incapaz de progredir nos estudos e almejar uma carreira no futuro.
Porém, tais pensamentos não condizem com a realidade. O deficiente auditivo é capaz de ser independente, formar uma família, adquirir formação acadêmica, ter uma profissão. O verdadeiro problema está na adaptação da sociedade ao surdo e não o contrário, principalmente, porque é necessário a comunicação em libras e são pouquíssimos brasileiros que a dominam.
Sendo assim, é inegável que para reverter esse quadro no Brasil deve-se mudar os brasileiros. Portanto, o Governo deve investir na conscientização da população, por meio de campanhas publicitárias, mídia e redes sociais. A escola e os professores devem orientar os alunos sobre a surdez e como receber os colegas de classe portadores. A equipe de saúde deve ensinar a família do deficiente auditivo a cuidar da forma correta, durante as consultas médicas e por meio de palestras. Dessa maneira, com a atuação conjunta desses três pilares é possível que a médio e longo prazo aumente o número de surdos com formação educacional no país.