ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 20/11/2017
O direito à educação de qualidade é assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. No entanto, há uma discordância a respeito da formação escolar de surdos no Brasil. Logo, vale debater sobre a falta do ensino em libras nas escolas comuns de Ensino Básico, como também a pouca difusão da linguagem de sinais para, por fim, apresentar possível meio de dirimir a problemática.
Primeiramente é preciso atentar-se ao fato de que a grande maioria das escolas não estão preparadas para receber alunos deficientes auditivos. Isso se deve ao fato de que há poucos educadores aptos a suprir as necessidades de um aluno que necessita de um ensino diferenciado. Prova disso, é que não há na grade curricular obrigatória o ensino de libras nos cursos de licenciatura.
A pouca difusão da linguagem de sinais é perceptível em qualquer ambiente, seja nas escolas e universidades, seja nas ruas e estabelecimentos. Isso ocorre por falta de conhecimento da linguagem por parte da população que, por sua vez, não se interessa na maioria dos casos a aprendê-la. Logo, a grande maioria das pessoas que sabem se comunicar em libras tem esse conhecimento porque possui alguém de sua família que é surdo.
No entanto, é preciso que o Ministério da Educação junto à Instituições de ensino tornem obrigatório o ensino de libras nas escolas e universidades, para que haja maior inclusão de deficientes auditivos e também, para que se formem profissionais da educação mais competentes. Ademais, a TV aberta aliada a agências de publicidade podem promover propagandas em horário nobre com o intuito de conscientizar a população da necessidade de haver maior inclusão de minorias, como os surdos, na sociedade. Pois, não há democracia das maiorias se os direitos das minorias não forem respeitados.