ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/11/2017

O pensamento social, enquanto saber, deve ser mutável e evolutivo. Cabe a ele analisar as formas de organização da sociedade, bem como o desenrolar dos problemas que a ele são pertinentes. Dessa forma, é fundamental atribuir às escolas a responsabilidade de cumprir os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, visto que essa parcela da população é alvo de preconceitos e, muitas vezes, tem a educação limitada. Além disso, o mercado de trabalho dificulta a continuidade do ciclo profissional,  uma vez que desvaloriza deficientes auditivos, alegando que o funcionário, em razão de tal deficiência, é inferior.

Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é produto da educação a qual fora exposto. Sendo assim, a escola é premissa fundamental para a quebra ou perpetuação de preconceitos. No entanto, o segundo caso ainda tem sido mais frequente na atualidade, visto que, houve uma redução de quase 5 milhões de matrículas de surdos nos últimos 5 anos. Dessa forma, pode-se constatar que a rede educação tem falhado no que diz respeito à incentivar alunos de classes especiais a adquirirem uma formação acadêmica, resultando, portanto, na redução de cidadãos aptos para entrar no mercado de trabalho.

Em contrapartida, existem casos de pessoas deficientes graduadas que não conseguem ser contratadas devido ao equivocado estigma dos chefes de empresas, de que tais cidadãos são menos competentes. A biologia afirma que, ao perder ou ter carência de determinado sentido físico, outro se torna extremamente mais eficiente. Assim, pode-se afirmar que a desvalorização de pessoas especiais por parte dos empregadores, torna-se, também, prejudicial para a própria empresa.

Urge, portanto, que medidas fundamentais seja tomadas para que a educação de surdos no Brasil esteja distante de preconceitos e limitações. Cabe ao Estado promover nas escolas cursos de libras aos educadores, visando a melhoria das aulas didáticas para surdos. Ainda, a interação entre alunos de classes comuns e especiais através de jogos e materiais interativos acarretaria na quebra de qualquer preconceito, gerando cidadãos plenamente formados e aptos para ingressar no mercado de trabalho, afinal, serão produtos de uma educação de qualidade, segundo a ótica kantiniana.