ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

De acordo com a Constituição, a educação é um direito garantido à população, sem qualquer tipo de discriminação. Entretanto, no Brasil hodierno, constata-se o crescimento de intempéries para o ato, tendo atenção maior para pessoas com necessidades especiais, com destaque para os surdos, corroborando-se o descumprimento do direito, seja pela falta de estrutura ou pela lenta mudança de pensamento social na inclusão. Dessa maneira, é necessário encontrar soluções por meio da ajuda do Governo Federal, instituições formadoras de moral e da mídia socialmente engajada.

Mormente, na história mundial, no período de 1945, houve a mais alarmante exclusão de direitos aos deficientes, esse período ocorreu na Segunda Guerra Mundial, em que direitos foram esquecidos e a imposição de soberania sobre “raças não puras” prevaleceu. De maneira análoga, a falta de estrutura em escolas e universidades insitam o movimento linear no descumprimento do direito à educação no País, com foco nos deficientes auditivos que sofrem com a falta de profissionais da educação qualificados, logo refletindo na escassez de vagas para ingresso nas instituições educacionais. Com isso, é necessário a ação do Governo Federal, juntamente com instituições educadoras para atenuar a problemática.

Além disso, com o preconceito enraizado da população e a falta de diálogo e campanhas concientizadoras, fazem com que o tema em questão seja esquecido e negligenciado. Tomando como base o pensamento do sociólogo Émile Durkheim, em que o fato social consiste em maneiras de agir, pensar e sentir, exercendo influência sobre os indivíduos, forçando-os a se adaptar à sociedade que vivem. Logo, se um deficiente auditivo cresce sem oportunidades de formação digna de educação, acabará se naturalizando ao fato de não ter oportunidades. Ademais, se uma criança sem deficiência cresce em um ambiente, em que as diferenças não são tratadas com inclusão, ela acabara estranhando e excluindo pessoas díspares.

Destarte, depreende-se que para os desafios à educação de surdos no Brasil seja solucionado. Torna-se imperativo, que o Governo Federal, junto com o Ministério da Educação, faça um plano de inserção de profissionais capacitados para suprir a demanda em escolas e universidades. Urge-se que instituições formadoras de moral como universidades, escolas e família devem instruir os cidadãos por meio de debates, palestas, peças teatrais e intensificando o diálogo, para que a disseminação do assunto seja mais abrangente e abarcativa, gerando maior aceitação e luta por direitos. Outrossim, as mídias socialmente engajadas, elaborem e divulguem campanhas publicitárias, com intuito de conscientizar a população. Dessa forma, o país tornar-se-á mais justo, harmônico e que cumpre direitos