ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 15/11/2017

A formação de deficientes auditivos é desafiadora, primeiramente por conta do preconceito existente, e posteriormente pela pequena quantidade de pessoas que sabem se comunicar em Libras, dificultando a troca de conteúdo.

O governo de Dom Pedro II deu o primeiro grande passo no processo de inclusão dos surdos no sistema educacional brasileiro ao abrir a primeira escola de meninos surdos. Futuramente o governo do Brasil ampliou os direitos a todos deficientes com leis que dão as mesmas oportunidades àqueles que sofrem de algum “problema”.

Embora popularmente quem possui deficiência seja considerado especial, somos todos iguais. Com os mesmos direitos e oportunidades. Porém o preconceito enraizado na sociedade dificulta o crescimento daqueles considerados diferentes.

Passado de geração a geração o  problema se reproduz de forma acelerada. Empresas optam, por comodidade, por alguém que não seja surdo. Visto que ao inseri-lo no mercado de trabalho toda a equipe deveria frequentar aulas de Libras para haver uma comunicação eficiente, o que exigiria capital do empregador.

Ainda que o governo tenha reconhecido a Língua Brasileira de Sinais como segundo idioma oficial do país, poucos a conhecem de forma eficiente. Deveria ser inserido como matéria obrigatória desde a alfabetização das crianças, de modo a melhorar a inclusão dos surdos na sociedade. As famílias devem ser conscientizadas, por meio da mídia, que, embora os surdos sejam menosprezados, eles são tão capazes quanto aqueles que possuem boa audição. A sociedade fazendo seu dever de lutar contra o preconceito e o governo ampliando a zona de influência da segunda língua oficial da nação a palavra desafio ligada à educação de surdos poderá ser extinta e o número de surdos matriculados no ensino básico aumentaria, diferentemente do que acontece desde 2012, segundo dados do INEP.