ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/11/2017

No Brasil, de acordo com o IBGE, aproximadamente 6,2% da população possui algum tipo de deficiência. Sabe-se que nesse número estão inclusos os surdos que nas últimas décadas têm conquistado mais direitos, entretanto eles ainda são violados.

Nesse contexto, é importante salientar que conforme a Constituição brasileira os surdos possuem o direito de ter um intérprete de Libras, sobretudo, no ambiente escolar e universitário, porém geralmente na prática esse direito não é efetivado, como por exemplo quando ocorre de um deficiente auditivo ser aprovado em um vestibular de biologia e não tem a possibilidade de cursar, em razão da universidade não oferecer um intérprete da Língua brasileira de sinais.

Em uma segunda análise, segundo o americano Marthin Luther King, líder na luta pelo direito das minorias, “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça a justiça em todo lugar”. De maneira análoga, a não efetivação dos direitos da pessoa com deficiência auditiva fomenta discriminação e exclusão em todos os setores da sociedade, como no mercado de trabalho, na escola, na universidade e outros espaços públicos e privados.

Destarte, a fim de assegurar os direitos dos surdos, é necessário que a união dos três Poderes efetive as leis relacionadas a eles, principalmente, a do direito ao intérprete de Libras e o Ministério de Educação inclua na grade curricular escolar durante todo o ensino fundamental a disciplina de Libras com o intuito de promover a interação dos surdos com os ouvintes. Soma-se a isso, a disseminação da discussão a cerca do respeito e importância do direito à educação das pessoas com deficiência auditiva nas redes sócias, em casa, na escola e na sociedade civil.