ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/11/2017
A cantora Anitta, apresentou uma performance no Prêmio Multishow com dançarinos portadores de diversos tipos de deficiência. Fora das televisões, a inclusão dos surdos brasileiros nem sempre acontece da melhor forma, principalmente no que se refere à formação educacional. Diante disso, torna-se necessária a criação de medidas que visem solucionar a questão, além de contribuir para formação de um país mais igualitário.
Segundo dados de uma pesquisa feita pelo INEP, o número de alunos surdos matriculados em classes comuns na Educação Básica do país, caiu cerca de 15% no último ano, em relação a 2011. O pré-conceito ainda existente devido ao equivocado pensamento de incapacidade, além de piadas de péssimo gosto como “prefiro ser surdo”, muito utilizada como bordão, na internet, colabora para o desânimo e, em muitos casos, para a desistência de muitos, durante a formação. De acordo com a teoria da tabula rasa de John Locke, o ser humano é como uma tela em branco que deve ser preenchida por experiências. Logo, uma vez influenciado por ignorantes e preconceituosos, as pessoas tendem a propagar esse mal.
Nota-se, dessa forma, que a questão está longe de ser solucionada. Apesar da Libras ter sido reconhecida como segunda língua oficial do país, o pouco contato com tal, no âmbito educacional, além da inexistência de uma lei que obrigue as empresas do Brasil a destinarem uma parcela mínima de suas vagas para deficientes auditivos abre brecha para exclusão de tais.
Portanto, medidas que visem mitigar a problemática precisam ser desenvolvidas. O Ministério da Educação deve acrescentar na grade básica escola a disciplina Libras, além de criar palestras e gincanas educativas, no fito de conscientizar os alunos e incluir esses grupos em tais atividades. Ademais, o poder Legislativo precisa desenvolver uma Lei que torne obrigatória às empresas a contratação de um número mínimo de surdos, aplicando penas severas àquelas que descumprirem. A partir disso, será possível construir um país mais igualitário educacionalmente e de fato democrático.