ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 15/11/2017
Stan Lee é o criador dos gibis de Matthew Murdock, mais conhecido como Demolidor, onde o personagem perde a visão em um acidente, porém, todos os seus outros sentidos são aguçados e torna-se um herói. Entretanto, fora dos quadrinhos a realidade brasileira é diferente, as pessoas que possuem alguma necessidade especial, como os surdos, sofrem diariamente com a falta de estrutura das escolas e o preconceito no mercado de trabalho.
Segundo Nelson Mandela “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Nesse contexto, as escolas deveriam ser um ambiente de formação da ética do individuo, receptividade e respeitos às diferenças. Todavia, isso não ocorre devido à falta de infraestrutura das instituições de ensino e de materiais didáticos adequados, como o sistema Braille e aulas de Libras para pessoas surdas, por exemplo. Contudo, são cobradas altas taxas de matriculas por parte de algumas instituições, além disso, os professores e gestores não estão preparados para recebê-los, desse modo, reiterando a discriminação.
Outrossim,conforme John Locke “todos os indivíduos possuem direitos naturais,entre eles a igualdade”. Nessa perspectiva, as pessoas surdas sofrem constantemente discriminação no mercado de trabalho. Isso acontece visto que as empresas fundadas nos seus preconceitos acreditam que esses indivíduos não são capazes de exercer tal função como uma pessoa sem deficiência. Dessa forma, o pensamento arcaico dessas companhias privadas impede esses cidadãos de desenvolver suas habilidades e talentos. Assim, tornando-se um problema social e contrariando o pensamento de Locke. Fica claro que se precisa resolver à problemática.
Portanto, é dever do Ministério da Educação melhorar a infraestrutura das instituições de ensino, por meio de materiais didáticos adequados, oferecendo na grade curricular aulas de Libras e recursos tecnológicos do sistema Braille. Ademais, disponibilizar treinamento de capacitação aos professores, por meio de cursos de extensão. Por fim, junto ao Poder Publico multar as empresas que reiteram a discriminação. Assim, fazendo as escolas e empresas se adaptarem ao individuo, e não ao contrario.